sexta-feira, 23 de julho de 2010

Seria tão bom.

Ultimamente tenho pensado em como seria tão bom sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante; alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse; alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada; alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito; feito pra mim.
É exatamente isso que está faltando para me completar, para fazer meu coração pulsar novamente e me sentir viva outra vez, um alguém que saiba de cor todos os meus sorrisos, e que saiba identificá-los em cada situação, que queira estar comigo, mas que além de tudo queira me ver feliz, alegre e saltitante. Alguém que lute por mim para me conquistar, para me amar de verdade. Um alguém.

domingo, 18 de julho de 2010

A inspiração.

Como um pozinho mágico ela te leva a magia, ao conto de fadas, ao mundo da imaginação. Se você se focar ,ela te dará o que lhe precisa, na hora que necessita.
A inspiração pode até ter uma hora certa, porém aproveitá-la é o que interessa. A minha acontece quando eu não me preocupo em tê-la, a noite, de madrugada, é que ela aparece. Para se escrever essa é uma boa hora pra mim. O sossego é o elemento principal, e fundamental para que o que você quiser, seja bem feito. Uma musiquinha até que cairia bem, mas de leve, apenas ao fundo, só para se sentir melhor. Ela deve ser de acordo com o que queira realizar, e o seu ritimo poderá inspirar ainda mais. Nenhum barulho ao seu redor, nada te distraindo. Isso funciona com tudo, esse é o segredo.
A criatividade vem com ela, são aliadas em tudo. Não se separam, e uma guia a outra. Elas são suas amigas, quando você precisar, e é só chamá-las, estão dentro de você.
Muita gente tem dificuldade para usá-la, mas isso porque não se dedicam ao momento, não procuram em si o que necessitam. Se não buscarem neles próprios o que querem, nada se tornará real, nem por um milagre, fica a dica.

A loucura.

Sim, a doce e tão amável loucura. Como poderia me esquecer dela? É, está menos presente agora no meu dia a dia, com tantos sentimentos, e humores mudando de uma hora pra outra, mas ela é a que mais admiro, aquela que se fosse pensar não era pra ser tão querida assim. NÃO, seria sim. Adoro quanto ela ocorre, e como a tristeza, aparece do nada, sem hora marcada.
Algo aflora dentro de mim, (mas não é a chama que eu quero, pois também dura pouco) algo anormal, perverso e viciante, parece perigoso ao falar, e talvez seja, entretanto se bem administrado pode render-me vários frutos. Ela é diversificada, nunca vem igual, cada vez é uma coisa a se fazer, um ato ou uma ideia para usar, ou uma maldade a se aplicar. Eu me torno outra, a versão mais ousada, causadora, irritante, divertida e até mesmo mais legal. Gosto do sabor da loucura, ela é doce, com um pingo de pimenta, arriscado, mas ao mesmo tempo, um delicia.
Não ligo para o mundo ao redor, o que as pessoas vão pensam? Elas podem guardá-las pra si, não podem? Elas me trazem só nojo, e pena. Aquelas que são ignorantes o bastante, é claro, e que não sabem o que está acontecendo comigo, e que nunca sentiram, e nunca sentirão o que é isso. Para as não-ignorantes, compartilho, e as vezes contagio.
Posso até dizer-lhes que é um tipo de droga. Viciante? Sim. Porém usada somente ocasionalmente. Não traz risco nenhum a saúde, e as consequencias são as melhores possíveis.
A agitação me consome, falo com gente estranha, faço novas amizades, pulo sem motivo, corro alegremente, viro uma criança prestes a aprontar. Olhares me consomem, mas, olhares bons, querendo participar, os ruim que queimem no inferno (é de brinks tá? ou n).
Interagir com os outros é uma das melhores coisas, me realiza. Sozinha, dou gargalhadas à toa, canto, até sem saber a letra. O lado 'peste' é o mais tentador, mais acolhedor, é dele que eu gosto, é esse que me interessa.
É entediante saber que logo passa, que 'acordarei de um sonho'. Poder viver só de loucura seria, com certeza, muito bom. Entretanto, isso também enjoaria.

A tristeza.

Ultimamente tenho me sentido triste, desamparada, sozinha, e com um vazio no meu peito, sem saber pra onde ir. Mesmo que não seja literalmente verdade eu me sinto assim, não é compreensível, nem diagnosticável, mas o que se passa é verdadeiro, e dói. Vem de uma hora pra outra, sem razão, ou explicação, e do nada qualquer coisa me deprime, me decepciona, e me leva a pensar. E quanto mais eu penso, mais as coisas se complicam.
O fato de estar sozinha é apenas metafórico, que por mais que eu esteja cercada de pessoas, não estou completa.
Parece que meu mundo desaba com um facilidade extra ordinária, pelo mero fato de uma borboleta morrer, e após isso, como se não bastasse, algum amigo meu, AMIGO, me decepciona, ou fala algo que me afeta alem do que podia acontecer. Simples assim, diária ou aleatoriamente. Ah, sem falar da crise, 'ninguém me ama, ninguém me quer' que é uma sucessão desse procedimento aterrorizante.
Mas em baixo das cobertas o mundo não me afeta, consigo até sorrir, deitada o dia inteiro, meu travesseiro me faz feliz novamente. Porém, toda via, não dura por tanto tempo assim. E o ciclo recomeça, cada vez piorando. Meu coração, e o que tenho guardado nele se deteriora a cada minuto, não lembro mais das coisas que antes me importava, e que me fazia feliz, não lembro como me sentia antes, antes dessa fase lamentável, não lembro o que é viver.
Salva raras excessões, uma criatura divina me bota pra cima, desconhecido ou não, me dá forças pra prosseguir, e tentar mudar essa história, e vem uma vaga lembrança, que não estou só, que pra o que precisar tenho com quem estar e desabafar. Esses seres, na maioria das vezes, são os mesmos, quase todo sempre, e o valor que eles tem pra mim, isso, não tirarei da minha memória, por mais falha que esteja. Honestamente, é isso que me mantém sã, e pronta para vencer essa tristeza.
Se eu souber como matá-la dentro de mim, essa coisa ruim, acredito que seria outra pessoa, ou melhor, a que eu era. Relembrarei de tudo o que lidei todos esses anos, e saberei como vencer tudo, e nada poderá me vencer, nem a solidão novamente. Basta eu aprender a usar essa força, esse amor depositado e que ainda se mantém vivo em mim, sei que existe uma faisca dentro do meu coração, só preciso achar o fósforo para acender a chama. Quem saiba, eu já tenha achado, preciso me focar nisso de agora adiante.

sábado, 17 de julho de 2010

É o destino que chama?

Todo mundo já tentou adivinhar e prever o que vai lhe acontecer, seja pensando longe , ou em apenas um momento que está para se realizar. Por um minuto sabemos o que fazer, sabemos as escolhas que faremos,e que rumo tomaremos, mas, mesmo assim, não sabemos o que o futuro nos reserva.
As vezes penso que tudo está marcado para acontecer, que nossa história já está escrita,e que independente do que resolvemos fazer, não vai mudar em nada. Alguns dizem que sim, como os religiosos, e que existe um livro de cada pessoa na terra, com o seu fim contado. Outros ainda dizem que é o destino, fato que acredito, até certo ponto. Se eu fizer alguma coisa imprevísivel, minha história vai tomar outro rumo? Algo que eu não faria em meu estado mental normal, talvez sim. Ou não. É difícil pensar nisso. Terei que ficar filosofando oras, ou melhor queria ter vivido a 1300 anos atrás, e ter filosofado esse tema com o caro Sócrates, querido Aristodemo e tão amado Agatón. Seria de explêndida felicidade.
Mas esta aí mais uma questão: porque nasci em 1995? É o destino meus caros, é o destino.
Esse ano foi a melhor prova disso tudo, que nada acontece por mero acaso, e que não existe sorte ou azar, que existe um significado por detrás de cada pequeno fato, que talvez não o consigamos ver de imediato, com clareza, mas que não é preciso muito tempo para que isso aconteça. Quer um exemplo? Se pararmos para pensar na vida, em algum momento percebemos que alguma coisa foi feita, ou mudada pra que algo acontecesse. Meus amigos são um grande exemplo. Cada um tem sua história, e o modo de como conheci, ou me aproximei, foi devido uma coisa, um motivo, e se eles vão estar comigo até eu morrer eu não sei, mas que a gente pode fazer isso acontecer, a gente pode, basta querer.
O ponto que não me faz acreditar em destino: ' você pode fazer o que quiser, basta você querer', ou 'tudo pode acontecer, basta você acreditar', ou o livro O Segredo, 'pensamentos positivos atraem coisas positivas'. Apesar que isso não é inteiramente verdade, duvido muito que alguma pessoa não queira o que almeja, ou não acredita que tudo pode mudar, ou que não pensa positivo em qualquer coisa que faça em sua vida. Qualquer uma dessas alternativas existem todo dia e em toda hora, sem elas não faríamos nada, porque não iria dar certo, nem pensaríamos em andar, por medo de tropeçar em uma pedra, bater a cabeça e morrer.
Enfim, o que quis dizer é que a vida é complicada demais, e podemos morrer a qualquer segundo. NÃO, não foi isso ok?
A verdade é que nunca sabemos o que vai acontecer; sim, tudo pode acontecer, e se você tiver fé, o que quiser você vai conseguir, mas só com um esforço básico de sua parte. Não importa se é destino ou não, vivemos em busca do que nos fazem felizes, nada vem em sua mão e pronto, temos o que merecemos, mas por consequencia do que fazemos, e não por simples ideia de destino.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O aprendizado.

Quando somos crianças, somos levados a acreditar que a vida é perfeita, e que dela levaremos só coisas boas. ILUSÃO, plena ilusão. Se as pessoas, que nos amam, e que estão ao nosso lado não falam a verdade, quem falará? Porque temos que aprender e sofrer sozinhos, tudo que, talvez essas pessoas experientes e 'sábias' já teriam passado? É, não temos resposta, e talvez nunca teremos. Viver é basicamente errar, e se ferrar por isso. E sofrer, é claro.
Mas, pensando bem, isso é bom, aprender sozinhos. Posso estar parecendo ridícula ao dizer isso, porque aprender é errar, e errar leva ao sofrimento, (tudo leva ao sofrimento), mas temos segundas chances para mostrar o que aprendemos, e pela primeira vez, fazer tudo certo. Vai ver que a vida quer nos testar, mostrar que se nos esforçarmos podemos fazer tudo ficar bom, (mas nunca perfeito, porque vida perfeita não existe), porém, cada vez temos que aprender uma coisa, e algo dá errado. Passamos a ser fortes a cada passo dado, e mudar nossas opiniões a cada pessoa que conhecemos, e mais adiante, não lembrar do que pensávamos antes, porque mudamos, e mudar não é uma escolha, e sim uma consequência.
Talvez é isso o que dizem de crescer, levar um tapa na cara, e seguir em frente, de queixo erguido. Mas pretendo errar menos, porque assim não dá mais. Pensar no que se passou e aprendeu, possa fazer alguma diferença.